| O Monte das Cruzes | |
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O monte sobranceiro à Vila de Santa Cruz, no princípio do povoamento das Flores, estava embrenhado de silvas, um manto de tal forma denso que dificultava a entrada a qualquer pessoa. Por este tempo já os Frades Franciscanos viviam no convento, levando uma vida de pobreza, de sacrifício e de ajuda ao povo. A partir da época da Quaresma, os Franciscanos impuseram a si próprios mais um sacrifício, desbravar até à ponta, o monte que ficava por detrás do convento. Lançaram as mãos ao trabalho e, ao fim de cada dia, embora cansados, de hábitos rasgados e com as mãos e os pés doridos, os Franciscanos tinham ainda força para, com dois troncos grossos de faia ou cedro, fazer uma cruz, que levavam para o lugar onde tinham acabado o trabalho naquele dia. A cruz simbolizava o sacrifício dos Franciscanos à semelhança de Jesus Cristo no Monte Calvário. Os irmãos Franciscanos eram poucos, o monte grande, desta forma o trabalho por eles começado levou vários anos, até que por fim ficou pronto para ser cultivado de milho, trigo, ou outros produtos essenciais à alimentação do povo. Então semeadas pelo pico viam-se muitas cruzes que demonstravam o sacrifício dos Franciscanos. O povo passou então a chamar à elevação de terreno Monte das Cruzes. Hoje já não se vê nenhuma cruz a atestar o nome do monte, mas apenas terrenos de pastagem verde, divididos por hortênsias. A cruz ainda se mantém como emblema no escudo da Câmara e no nome do monte e da vila. |
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Trabalho realizado pelos alunos do 9ºB da Escola E.B. 2,3/S Padre Maurício de Freitas Santa Cruz das Flores - Ano lectivo 2001/2002 |